Começaremos essa resenha já deixando claro que odiamos o filme. Achamos uma porra de uma merda sem tamanho. Se alguém quiser nos excluir de seu coração/metralhar/processar por isso, agora é a hora.
E que fique claro que esse ódio não é nenhum tipo de implicância, ou de pré-disposição a ser crítica e do contra. Pelo contrário, fomos ao cinema esperando desfrutar de boas duas horas de uma história de romance simpática e dois caras extremamente bonitos se pegando, e no final, o único sentimento de simpatia que conseguimos ter foi pelas pessoas das fileiras de trás, nossas companheiras na tortura que suportar o filme havia se tornado.
Sabíamos, pelas críticas, que a coisa se aproximaria mais de um comercial de margarina mal feito do que de um filme. Mas coração de slasher é assim mesmo, fala que é gay e estamos lá. E estivemos. E (quase) preferíamos ter ido ver o filme do Lula.
No começo, logo no começo, ainda havia esperanças. As cenas familiares eram ruins, a criança mais nova era bastante insuportável, os diálogos já mostravam ser horríveis e tanto a narrativa quanto as atuações deixavam a desejar. Mas ainda havia a chance remota de que quando os personagens virassem adultos e o prometido porn começasse, o painel todo melhorasse. Estávamos erradas.
Não que piore, mas também não melhora. E uma vez que começam a surgir homens pelados se agarrando, melhorar seria obrigação. Mas os diálogos continuam constrangedores, as mortes de personagens não mudam ou acrescentam nada, e alguém explica por favor porque que diabos todo mundo acha normal e bonito os irmãos serem incestuosos. Não que fôssemos tacar pedras, mas reflitam sobre o fato que ninguém se incomoda com nada.
E em qualquer filme, qualquer história, mesmo os mais fantasiosos contos de fadas, sempre tem um conflito, certo? O conflito é necessário, primordial, obrigatório. E sim, Do Começo ao Fim tem um conflito. O conflito mais lame que já existiu. Um conflito que envolve uma viagem, computadores sem webcams e falta de sexo. E que por algum motivo absurdo, resulta em um dos irmãos indo para a balada mais surreal ever, beijando uma mulher e… fazendo xixi na cama.
E a trilha sonora é toda metida a clássica e bonita, mas na realidade é a coisa mais chata já surgida sob o sol. Dormiríamos muito não estivéssemos ocupadas sentindo vergonha alheia. E rindo. Se você tem o mínimo de bom humor para lidar com esse tipo de situação, vai acabar rindo de tudo. Dos diálogos QUE PELO AMOR DE DEUS SÃO PÉSSIMOS E POR ISSO CONTINUAMOS INSISTINDO EM CRITICÁ-LOS, da música, das atuações. Dos flashbacks e da história que não parece, mas é, completamente, nada mais do que uma fanfic ruim.
Coisas boas do filme: 1) o irmão mais velho tem costas lindas. 2) Há uma ou duas cenas bem engraçadas, voluntariamente ou não. 3) …
3)…
3)…
(Ainda estamos pensando)
Ok, achamos que não há uma coisa-boa-número-3. Talvez o fato que, de uma forma meio torta, nos divertimos. Por termos ido juntas e rido horrores e tal. Uma quase boa coisa é a cena do tango pelados, que poderia ter sido foda, mas foi fail, mas pensar que era uma idéia foda é uma coisa boa também. Não? Enfim.

E aqui fica nosso conselho final: leiam uma fanfic ruim, vão numa balada gay, assistam Canções de Amor. Que sua estrada slasher seja fértil o bastante para que Do Começo Ao Fim seja sua última opção. Amém.

